sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Será tudo uma questão de tempo?


Não sou adepto de uma vida totalmente hippie, mas já parou pra pensar que estamos sempre perdendo tempo? É engraçado quando as pessoas dizem coisas do tipo: "Não vou fazer isso, eu tenho mais o que fazer." Geralmente o "mais o que fazer" é simplesmente trabalhar ou cumprir com suas "obrigações". É óbvio que não tem como se mudar isso. As pessoas fazem muito disso.
Quantos dias da nossa vida passamos inevitavelmente trabalhando, estudando ou com a cabeça quente por algo?
Eu estava aqui fazendo umas contas aproximadas. Acredite, eu realmente fiz.
Eu já vivi aproximadamente 219.000 horas. Destas horas eu passei aproximadamente 123.500 horas dormindo, estudando e trabalhando. Isso corresponde a 56,3% da minha vida. E dentre os outros 43,7% eu posso garantir que parte deles estavam relacionados a trabalho e estudos. E nesta conta eu nem computei os sábados e domingos que passei cumprindo as minhas "obrigações".
Quantas horas destes 43,7% eu passei simplesmente apreciando o calorzinho do sol numa manhã gelada. Ou consegui simplesmente ver um filme sem no meio dele me desligar e me preocupar com as minhas "obrigações"?

Sei que não tem como escapar de determinadas coisas, acho que no fim é só isso que nos resta: 43,7%.
Para amar todos aqueles que temos que amar, sofrer pelas pessoas que vão, sentir saudades, rir até ficar com dor na barriga, viajar , brigar, cuidar dos filhos, ficar doente, se frustrar, tentar de novo e respirar.

A questão é como usamos esse tempo. E é muito pouco tempo para coisas tão importantes.
A cada dia que passa, essa porcentagem vai diminuindo. E acho que é isso que tem nos tornado menos humanos.

"Impossível é apenas uma grande palavra usada por gente fraca que prefere viver no mundo como está em vez de usar o poder para mudá-lo. Impossível não é um fato. É uma opnião. Impossível não é uma declaração. É um desafio. Impossível é hipotético. Impossível é temporário." [ Mohammed Ali]

Para ser feliz, permita-se sofrer!


Talvez tudo se resuma em definir o que é felicidade. E digamos que felicidade não é um conceito absoluto. Por essa lógica tudo então se torna relativo. E se a felicidade fosse a junção de todos os momentos em que você sorriu? Ou até mesmo a junção de todos os motivos que te fariam sorrir?

Nós vivemos em busca dessa palavra, ou desse conceito. Mas realmente sabemos o que é?

Um dia você acorda pela manhã e descobre que para abrir os olhos precisa de um sentimento bom, algo motivacional. Então você procura, procura e procura novamente. Simplesmente não acha. Será que por esse motivo você se encaixa no esteriótipo do “infeliz”? Seria uma maneira interessante de se definir felicidade. E isso tudo acaba por se tornar mais fácil de se entender quando definimos felicidade como sendo um remédio milagroso administrado ao longo da vida em doses homeopáticas. Um dia você acorda e simplesmente a tristeza já não está mais lá. O mais louco e caótico disso tudo é que ela sempre volta em algum momento. Como se fosse uma doença crônica. No meio desse número infindável de “talvez” que rodeiam nossas almas, talvez isso seja apenas um antagonismo do qual não conseguimos nos livrar. Um movimento harmônico entre felicidade e tristeza. A lógica louca de que a existência de uma depende da outra. Particularmente, não vejo outra maneira de se ser feliz sem ter um pouco de tristeza em si.

Busque o que você quiser buscar. Seja religião, dinheiro, poder, ou o que for. Acredite que isso ou aquilo não traga felicidade. Ou acredite que isso ou aquilo te trará. Já dizia Edgar Allan Poe: "Para se ser feliz até um certo ponto é preciso ter-se sofrido até esse mesmo ponto".

Você sempre terá aquela relação de escolhas erradas que fez, lugares que não visitou, pessoas a quem não disse adeus e até mesmo pessoas a quem disse, porém não devia. Você precisa dos seus erros para ser melhor. E esses erros vão alimentar todos os seus mais fantásticos sonhos e vão mover você para um lugar onde você simplesmente não sinta dor por um bom tempo. E é claro, isso só vai acontecer se você se permitir abrir os olhos naquelas manhãs frias em que eles estarão pesados demais.

Para ser feliz, permita-se sofrer!


Choose life.
Choose a job.
Choose a career.
Choose a family.
Choose a fucking big television!
Choose washing machines, cars, compact disc players and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol, and dental insurance.Choose fixed interest mortgage repayments.Choose a starter home.
Choose your friends.Choose leisurewear and matching luggage. Choose a three-piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics.Choose diy and wondering who the fuck you are on a Sunday morning.Choose sitting on that couch watching mind-numbing, spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pissing your last in a miserable home, nothing more than an embarrasment to the selfish, fucked up brats you spawned to replace yourself. Choose your future. Choose life. But why would I want to do a thing like that?
I chose no to choose life..I chose something else.And the reasons?
There are no reasons.